quarta-feira, 25 de agosto de 2010

O que importa não é o título, e sim o aprendizado

Por Moacir Garcia

Nós, tecnólogos, estamos ganhando espaço, independentemente da vontade de muitos que, por medo de que tomemos seus lugares no mercado de trabalho, pressionam conselhos de classe, algumas empresas e até mesmo concursos públicos a criarem obstáculos ao profissional tecnólogo.

Sabemos que o mercado cria suas regras. E o que este mercado quer é profissional qualificado, não importando se o formado é bacharel, tecnólogo, licenciado, etc.

As empresas exigem profissional que gere lucro, que seja especialista em sua área, que tenha uma visão sistêmica do mercado, dos problemas e possíveis soluções que possam afetar sua atividade.

Hoje, quando muitos estudantes saem da faculdade, pelo menos metade daquilo que aprenderam nos primeiros anos já não está mais de acordo com o que as empresas necessitam. Já se tornou obsoleto.

Assim, se não houver uma educação continuada - através de pós-graduação ou demais cursos (extensão, aperfeiçoamento) o profissional egresso não terá condições de fornecer o que as empresas procuram: soluções para seus problemas.

2 comentários:

  1. Sou formado desde 1977 , como tecnologo em saneamento ambietal , toda vida houve um preconceito com a profissao de tecnologo , chegando ao ponto de comentarem que o profissional era de ma qualidade e o curso incompleto . Mais isso é medo de perder a vaga , pq nesse pais os engenheiros, atuam mais como tecnologos que engenheiros em si, sao poucos que fazem projetos, calculos estruturais , so querem é fiscalizar e excutar obras . Isso é coisa para tecnologo gerenciar e excutar serviços direçao e nao projeto .

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  2. Sou engenheiro de operação em eletrônica, profissão que foi praticamente implodida pelo CONFEA( muitos largaram a profissão assim que se formaram e fizeram outras graduações ). Tenho pesquisado sobre a graduação de curta duração em sites oficiais, teses de pós-graduação, publicações diversas, inclusive prática de outros paises. Minha opinião é que os cursos de técnólogo deveriam formnar o profissional pleno( em sua especialidade restrita), mas com condições de trabalhar de forma coordenada com os profissionais plenos ( generalistas). Exemplo: Odontólogo é pleno em sua formação, porém não realiza cirurgia cardiaca. O médico não realiza implante dentário! O que não pode, e não dará certo, é formar o tecnólogo com o foco de que ele será o profissional assistente do profissional pleno(generalista).
    Quando passei no vestibular, em 1974, um colega de cursinho disse: "por que engenharia de operação? Faz engenharia plena que você só vai assinar papel!".

    A realidade do mercado é um pouco diferente. O empresário recruta um profissional especialista, mas exige atuação generalista. Na área de tecnologia a situação é muito complicada. O profissional não consegue trabalhar se a regulamentação engessar o profissional.

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