domingo, 25 de setembro de 2011

Educação a distância: a educação democrática do futuro

Por Moacir Garcia


Muitas mudanças - boas, diga-se de passagem! – ocorreram com o advento da educação a distância, em especial em relação aos cursos superiores nessa modalidade.  Muitas pessoas, apesar da falta de tempo ou devido à distância, conseguiram concluir o tão almejado curso superior. Além disso, a inserção ao mercado de trabalho ficou muito mais fácil, embora ainda haver preconceito contra cursos nessa modalidade.

Para um número considerável de brasileiros a educação a distância foi muito importante, já que se não fosse essa modalidade de educação, certamente seus planos de concluírem um curso superior demorariam muito mais.

A educação a distância nos permite estudar, a despeito da falta de tempo. Por morarem distantes dos grandes centros urbanos ou por trabalharem em horários flexíveis – por escalas, por exemplo -, muitas pessoas não têm possibilidade de cursar uma faculdade no horário regular. Assim, ou esperam por melhores condições de trabalho e disponibilidade de tempo para poderem cursar uma graduação ou tentam conciliar seu tempo com uma modalidade que melhor se adeque a sua realidade.

Com a educação a distância aumentou-se o consumo de novas tecnologias. Isso devido à necessidade de computadores mais potentes e outros mecanismos, como internet banda larga, para o ensino-aprendizagem nessa modalidade.

Embora haja vantagens advindas com esta (não tão nova) maneira de estudar, ainda encontramos resistência de empregadores e de alguns segmentos da sociedade. Profissionais formados por meio de cursos superiores a distância ainda são vistos como menos qualificados.  Isso se dá, talvez, por mero desconhecimento da qualidade desses cursos.

Outro ponto considerado negativo da educação a distância é a falta de interação entre os participantes. Entidades de ensino que não criam mecanismos para que seus alunos e professores interajam além de horários pré-determinados não estão favorecendo a troca de informações e a ampliação do conhecimento.  Horários específicos são usados na educação presencial. O estudante que opta por educação a distância não pode ficar “preso” a horários para se comunicar com professores e demais colegas de curso, já que escolheu essa modalidade de ensino-aprendizagem pela flexibilidade de horários. 

Desde a regulamentação dos cursos superiores a distância - através do Decreto Federal nº 5.622/2005 (regulamenta o artigo 80 da Lei 9.394/1996) - a qualidade desses cursos melhorou muito. Critérios de qualidade do ensino, como a infra-estrutura da entidade, a qualificação dos docentes entre outros, foram revistos pelo Ministério da Educação (MEC), a fim de dar maior credibilidade a essa modalidade de educação.  Com isso, entidades de ensino superior que não atendem os critérios de qualidade do MEC estão sendo descredenciadas para a oferta de cursos superiores a distância.

O MEC acredita tanto nessa modalidade de educação que em 2004, por meio da Portaria MEC nº 4.059, de 10.12.2004, permitiu às instituições de ensino superior introduzir, na organização pedagógica e curricular de seus cursos superiores reconhecidos, a oferta de até 20% de disciplinas integrantes do currículo na modalidade semipresencial.

Em suma, a modalidade de educação a distância veio proporcionar facilidades para a qualificação profissional. Cursos online - de línguas a cursos superiores – vieram mudar a perspectiva de pessoas que não teriam outra maneira de se qualificar.  A aceitação desses cursos é tamanha que empresas privadas e estatais – o Governo federal e alguns Governos estaduais, a exemplo do Estado do ES – qualificam seus servidores através de cursos online ou semipresenciais.

Por fim, a modalidade de educação a distância é boa tanto para o profissional quanto para o empregador, já que proporciona qualificação profissional sem a necessidade de deslocar funcionários para outro espaço físico nem a necessidade de horário fixo para o desenvolvimento de cursos diversos. Assim, chegamos à conclusão que, de fato, além de democrática essa é a modalidade de educação do futuro!  

domingo, 4 de setembro de 2011

Curso superior tecnológico é opção de ingresso rápido no mercado

Por Letícia Macedo (G1/SP)

Aluno deve estar ciente de suas habilidades e da função que quer exercer. Formação é mais curta e mais prática que o bacharelado.

Muitos adolescentes têm dúvidas na hora de escolher o curso que irão fazer assim que saem da escola. Mas há quem saiba exatamente o que quer. Para esses, a opção pelo curso superior tecnológico pode ser uma alternativa para se capacitar a entrar no mercado de trabalho mais rapidamente.(veja [...] reportagem do Jornal Hoje sobre o tema).

(Série Vestibular: hora da decisão. No fim deste mês e começo de setembro as principais universidades recebem inscrições. O G1 publica nesta semana uma série de reportagens sobre o dilema dos jovens e as dicas dos especialistas.)

Os cursos tecnológicos superiores são focados em um ponto específico, com forte conteúdo prático e duração de [até] três anos. “Diferentemente do bacharelado, que é mais generalista, o curso superior tecnológico é focado em um só ponto. Enquanto no bacharelado em engenharia mecânica, por exemplo, o aluno vai estudar toda a amplitude da mecânica, no curso superior tecnológico o aluno vai ter que optar por estudar projetos mecânicos, mecatrônica ou automação industrial”, diz o professor Angelo Luiz Cortelazzo, responsável pela Coordenadoria de Ensino Superior do Centro Paula Souza.

O professor afirma que o curso é mais curto, mas não pode ser considerado superficial. “Não é um aligeiramento na formação, mas o aprofundamento com foco que pode ser realizado com um tempo inferior.”

Uma vez ciente de suas habilidades e da área em que pretende atuar, o estudante acaba evitando matérias que não lhe agradam. Apesar disso, sua área de atuação pode ser um pouco mais restrita do que a de um bacharel. “Ele não terá a plasticidade de um bacharel. Por isso, fica restrito a uma área específica. O estudante deve estar atento à demanda de profissionais com essa formação. Ele também deve estar bem informado, porque, se ele se enganar, ele terá que seguir uma outra formação para ampliar suas possibilidades de inserção no mercado de trabalho. Não que isso seja um problema”, diz o professor.

Um curso superior tecnológico não está restrito às áreas como produção industrial, que inclui formações como petróleo e gás, polímeros, produção têxtil, mecânica. São 13 eixos previstos pelo Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia. São eles: ambiente e saúde; apoio escolar; controle e processos industriais; gestão de negócios; hospitalidade e lazer; informação e comunicação; infraestrutrura de transportes; militar; produção alimentícia; produção cultural; recursos naturais; e segurança.

Pós-graduação
Quem faz um curso tecnológico superior pode fazer posteriormente uma pós-graduação para complementar sua formação. “O estudante que deseja trabalhar com recursos humanos não precisa fazer um bacharelado em administração de empresas. Ele pode fazer um curso tecnológico e depois fazer uma pós em administração”, afirma Cortelazzo.

O responsável pela Coordenadoria de Ensino Superior do Centro Paula Souza ressalta que tanto o bacharelado como o curso tecnológico são boas escolhas. “O importante é que a escolha esteja de acordo com as afinidades do estudante”, diz.

Para seguir uma boa formação, o professor recomenda ficar atento à escolha da escola. “Se a escola não tiver estrutura, laboratórios, dificilmente o estudante vai conseguir superar a formação ruim”, afirma. O aluno também deve observar, segundo ele, se a formação se trata mesmo de um curso superior tecnológico, e não de um curso sequencial. “O curso sequencial tem nível superior, mas não é considerado graduação. Ao concluí-lo, o estudante não pode ingressar em uma pós-graduação, como acontece com o aquele que fez um curso superior tecnológico."